sábado, 26 de abril de 2008

VEJA: Complica situação do pai e da madrasta de Isabella Nardoni

Fonte: Revista VEJA - Ainda mais acuados

Revelação do horário em que a família chegou em casa no dia do crime complica situação do pai e da madrasta de Isabella

Nardoni e Anna Carolina, em entrevista ao Fantástico: a defesa faz o que pode Marcelo Carneiro

Uma informação revelada pela polícia na semana passada complicou ainda mais a defesa do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, indiciados pelo homicídio da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Por meio de um rastreador que Nardoni havia instalado em seu carro, investigadores conseguiram descobrir que, na noite do crime, ele chegou com a família ao prédio onde mora, em São Paulo, precisamente às 23h36. Esse tipo de aparelho, útil em casos de roubo e seqüestro, emite sinais via satélite para uma central de operações que, com isso, consegue monitorar todos os movimentos do veículo e saber, inclusive, a que horas ele foi ligado e desligado. Só que, quando chegou para prestar seu segundo depoimento à polícia, no último dia 18, Nardoni não sabia que os investigadores estavam de posse dessa informação – fornecida pela central de operações à qual o rastreador está conectado. Ao ser inteirado, tentou mudar um dado que constava de seu primeiro depoimento, prestado logo após a morte de Isabella, e que o comprometia: o de que a filha havia ficado sozinha no apartamento por apenas quatro minutos – tempo exíguo demais para que um suposto invasor (que a defesa alega existir) asfixiasse a menina, cortasse a rede de proteção da janela, atirasse Isabella pelo buraco e saísse do apartamento sem deixar vestígios. Nesse segundo depoimento, ao ajeitar a versão, Nardoni afirmou que Isabella teria ficado sozinha por dezenove minutos e não mais quatro. Ocorre que isso também é impossível, já que, entre o horário de chegada da família revelado pelo rastreador (23h36) e o instante em que um vizinho telefonou para o resgate depois de ser avisado da queda de Isabella (23h49), passaram-se apenas treze minutos. Ao ser informado de que a conta não fechava, Nardoni tentou, novamente, retificar a informação. Saiu da delegacia ainda mais suspeito do que quando entrou.

Graças aos profissionais experientes e equipamentos de ponta da área técnico-científica da polícia paulista, foram reunidos dados que permitiram formar a convicção de que Nardoni e Anna Carolina são os assassinos de Isabella. Já os responsáveis pela área de comunicação da instituição não vêm apresentando um desempenho à altura de suas atribuições. Pressionados pela imprensa, delegados e investigadores andaram divulgando boatos e meras hipóteses como se fossem informações verdadeiras. Alguns equívocos que resultaram desse comportamento:

• Dois investigadores ouvidos por VEJA relataram que, horas antes de sua morte, Isabella teria recebido um safanão de Nardoni, durante uma festa no salão do prédio onde moram os pais de Anna Carolina. Essa festa não ocorreu e as investigações não confirmam se Nardoni repreendeu ou agrediu a filha antes do crime.

• Noticiou-se que não havia manchas de sangue no carro. A perícia, porém, constatou que existiam, sim, tais vestígios.

• A polícia afirmou que o casal teria usado uma fralda e uma toalha para estancar o sangue que escorria da testa da menina. Agora, informa que a toalha não existe.

• Policiais disseram que havia uma marca de sangue na sola do sapato de Anna Carolina. Não havia.


Investigações de homicídios como o de Isabella são mesmo complexas e, até que sejam concluídas, estão sujeitas a versões contraditórias. Podem ainda encerrar dúvidas que jamais serão esclarecidas, como a que gira em torno do momento em que Isabella foi asfixiada. Como os peritos envolvidos no inquérito, especialistas entrevistados por VEJA não entraram em consenso em relação a esse detalhe. "É mais provável que ela tenha sido esganada no carro, já que não haveria tempo para alguém asfixiá-la no apartamento e fazer tudo o que se sabe que foi feito lá", diz Marcelo de Oliveira, especialista em química forense e professor da USP de Ribeirão Preto. Já Roger Ancillotti, professor de perícia criminal e medicina legal da Universidade Castelo Branco, é de opinião contrária: "Isabella não teria sido encontrada com vida se tivesse sido asfixiada ainda no carro". No entanto, mais do que pontos obscuros como esse, são precipitações processuais e o desencontro de versões sobre aspectos fundamentais do caso que ajudam a municiar a defesa.

Embora acuados por revelações como a do tempo exíguo entre a chegada do casal ao prédio e o primeiro telefonema para o resgate, os advogados de Nardoni e Anna Carolina exploram com habilidade as brechas que surgem. Uma delas é o fato de o casal ter sido interrogado sem que os laudos da perícia fossem anexados ao inquérito – o que, como afirma o criminalista Tales Castelo Branco, não é ilegal, "mas não é tampouco recomendável". Outra boa jogada da defesa foi a entrevista exclusiva que o casal deu ao programa Fantástico, da Rede Globo, para tentar melhorar sua imagem. Os advogados cumprem o seu papel, mas se espera que o relatório final da polícia, a ser entregue ao Ministério Público nesta semana, depois da reconstituição do crime, seja cuidadoso o suficiente para evitar que se lance uma cortina de fumaça sobre a brutalidade que ceifou a vida da pequena Isabella.



O caso Isabella revela o que há de mais moderno em investigação

Revista ISTO É: Tecnologia contra o crime
O caso Isabella revela o que há de mais moderno em investigação

Por LEOLELI CAMARGO


PRECISÃO O perito Adilson Pereira com o aparelho crimescope

É um erro capital teorizar antes de ter a evidência, escreveu Sir Arthur Conan Doyle em Um estudo em vermelho, a primeira aventura do detetive inglês Sherlock Holmes. É com o mesmo rigor que a equipe de peritos a auxiliar na investigação do assassinato de Isabella Nardoni espera esclarecer o crime. Mas a polícia científica não irá apenas apresentar à Justiça provas para desvendar o ocorrido nos minutos anteriores à queda da menina do sexto andar do prédio onde vivia a família Nardoni. Acompanhada de perto pela imprensa, a atuação dos técnicos do Instituto de Criminalística de São Paulo está mostrando a evolução dos meios disponíveis para detectar, coletar e analisar as evidências materiais de um crime.

Entre o que surgiu ou foi aprimorado nos últimos 20 anos (leia quadro) está um arsenal que vem melhorando e acelerando o trabalho da perícia em crimes de difícil solução. “Isso é um reflexo da demanda da Justiça por provas cada vez mais precisas”, diz Roberto Augusto de Carvalho Campos, professor de direito penal, medicina forense e criminologia da Universidade de São Paulo (USP). Se todos esses meios existissem há duas décadas, o desfecho de outro crime de projeção nacional talvez tivesse sido diferente. Conhecido como “o crime da rua Cuba”, o assassinato do advogado Jorge Toufic Bouchabki e de sua mulher, Maria Cecília Delmanto Bouchabki, em 1988, segue sem solução. Os dois foram mortos a tiros e os corpos encontrados na cama do casal. Na época, as suspeitas recaíram sobre o filho mais velho da família, Jorge Delmanto Bouchabki, então com 18 anos. O rapaz foi denunciado pelo Ministério Público como o autor do crime, mas o processo foi arquivado por falta de provas. “Na ocasião falou-se que a cena havia sido alterada. Se isso ocorreu, por mais meios que tivessem os peritos, a investigação ficou comprometida”, observa o legista Carlos Alberto Souza Coelho, diretor do Instituto Médico Legal de São Paulo.

A observação faz eco em toda a categoria. A preservação do local onde ocorreu uma morte violenta é a principal medida a ser tomada se já não há feridos para socorrer. E se no seriado americano CSI, que trata dessas investigações, os peritos vivem pedindo para ninguém mexer na cena do crime, no Brasil a situação é igual. “O problema é o tempo entre o fato e a chegada da polícia. As pessoas entram no local e deixam vestígios que não pertencem à cena”, diz Celso Perioli, coordenador da Superintendência da Polícia Técnico- Científica de São Paulo.

No caso da rua Cuba, a arma utilizada pelo assassino, um revólver calibre 32, nunca foi encontrada. Hoje, um sistema informatizado que reúne imagens e dados sobre armas, cartuchos e projéteis envolvidos em crimes teria auxiliado nas investigações. Trata-se do Ibis – Sistema Integrado de Identificação Balística. Alimentado com imagens das marcas deixadas em cartuchos e projéteis coletados em crimes, ele ajuda a identificar de quais armas eles foram disparados. Rio de Janeiro, Bahia e Espírito Santo já têm o sistema, que, apesar de eficiente, é caro e de difícil manutenção.

Além do Ibis, o Brasil tem outro moderno instrumento de combate ao crime. Desde 2004 a Polícia Federal usa o Afis – Sistema Automatizado de Identificações de Impressões Digitais – para comparar as digitais colhidas no local do crime com as registradas em um banco de dados de criminosos. “Se ele indica compatibilidade, elas ainda são analisadas por um especialista”, afirma Adilson Pereira, diretor do Núcleo de Física do Instituto de Criminalística de São Paulo. O objetivo é tornar a evidência irrefutável diante da Justiça. No caso Isabella, a intenção é a mesma. Após a reconstituição do crime, tudo indica que o elenco de provas apresentadas pelos peritos que esquadrinharam o apartamento dos Nardoni será robusto e bem fundamentado. No melhor estilo CSI.

domingo, 20 de abril de 2008

A. Nardoni e Anna C. Jatobá no Fantástico

Pai e madrasta de Isabella dão entrevista exclusiva ao Fantástico

Sem responder a nenhuma pergunta, com sorriso nos lábios do pai, o casal mostra como SOFREM... Repare na primeira pergunta do jornalista, ao invés da Madrasta falar sobre o sofrimento da ausência da enteada, ela começa dizendo de COMO estão sendo injustiçados...
Domingo, 20/04/2008
Alexandre Jatobá e Anna Carolina Nardoni dizem que está muito difícil viver com a acusação de terem matado a menina Isabella. Eles juram inocência e dizem que suas vidas nunca mais serão as mesmas
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Se tiver dificuldade, clique aqui para assistir. Aliás, ¿Por qué no te callas, Nardoni?

Pai e madrasta mataram Isabella Nardoni

Especial VEJA: Frios e dissimulados

Pai e madrasta mataram Isabella, numa seqüência de agressões que começou ainda no carro, conclui a polícia

Juliana Linhares

Montagem sobre ilustração Davi Calil e reprodução

INDICIADOS
Os resultados da perícia mostram que Nardoni jogou Isabella pela janela minutos depois de Anna Carolina, madrasta da menina, tê-la asfixiado

O "monstro" que matou a menina Isabella e que seu pai, Alexandre Nardoni, em carta divulgada à imprensa, prometeu não sossegar até encontrar estava, afinal, diante do espelho. E a mulher, que também em carta afirmou ser a criança "tudo" na sua vida, ajudou a matá-la com as próprias mãos. Tal é a conclusão a que chegaram os responsáveis pelo inquérito policial que apura o assassinato de Isabella Nardoni, de 5 anos, ocorrido no dia 29 de março. A polícia está convencida de que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá combinaram jogar Isabella pela janela na tentativa de encobrir o que supunham já ser um assassinato. Para os investigadores, Anna Carolina Jatobá asfixiou Isabella ainda no carro, no trajeto entre a casa dos pais dela e o apartamento da família. A menina ficou inconsciente e o casal achou que ela estava morta. Na sexta-feira, vinte dias depois da morte de Isabella, Nardoni e Anna Carolina foram indiciados por homicídio doloso e co-autoria de homicídio. A investigação que culminou no indiciamento do casal foi realizada por investigadores do 9º Distrito Policial de São Paulo. Ela não ficou a cargo da Delegacia de Homicídios porque se achou por bem manter no caso os policiais que a iniciaram. Com isso, ganhou-se em precisão. "Fizemos um trabalho sem pressa e sem pressão, privilegiando o aspecto técnico do caso", diz o delegado Aldo Galiano, diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap).

Filipe Araujo/AE

"ASSASSINOS!"
Sob gritos e xingamentos da multidão, Anna Carolina e Nardoni saem para depor

Não se sabe ainda o que motivou o crime, mas é certo que a brutalidade a que Isabella foi submetida no dia de sua morte teve início mais cedo do que se pensava até agora. Por volta das 21 horas do dia 29 de março, poucas horas depois de Nardoni e a mulher, aparentemente tranqüilos, terem sido filmados com os filhos fazendo compras em um supermercado de Guarulhos, a família compareceu a uma festa no salão do prédio onde moram os pais de Anna Carolina. Isabella correu e brincou na companhia de outras crianças, conforme imagens registradas por uma das dezesseis câmeras instaladas no edifício. Em determinado momento, como disseram à polícia testemunhas presentes à festa, a menina fez algo que enfureceu o pai. Nardoni, então, gritou com ela e lhe deu um safanão. Isabella caiu no chão e começou a chorar. Nesse momento, Nardoni, segundo as testemunhas ouvidas pela investigação, disse à filha: "Você vai ver quando chegar em casa". A ameaça começou a ser cumprida já no carro. No assoalho e no banco de trás do Ford Ka de Nardoni, a polícia encontrou marcas de sangue compatíveis com o de Isabella. Segundo os investigadores e os peritos, ela foi espancada e asfixiada pela madrasta no interior do veículo. Como sangrava ao chegar ao prédio, o casal usou uma fralda de pano para embrulhar e levar a menina desacordada até o apartamento, evitando, assim, que o sangue pingasse no chão da garagem e do elevador. No apartamento, o casal discutiu sobre o que fazer com Isabella. Por acreditarem que ela estava morta, ambos chegaram à decisão de simular um assassinato cometido por um invasor. O rosto sujo de sangue da menina foi limpo com uma toalha. Nardoni, então, cortou a tela de proteção da janela de um dos quartos e arremessou a filha para a morte. Quando foi lançada, Isabella estava viva, em estado de letargia por causa da asfixia sofrida no carro. Em seguida, o casal deu início a seu espetáculo de frieza e dissimulação.

Marcelo Liso

ESCOLTA
Sete carros policiais acompanharam o casal à delegacia

Alexandre Nardoni, de 29 anos, sempre teve uma vida confortável. Quando era estudante de faculdade, tinha um Vectra último modelo, comprado pelo pai, e uma moto esportiva Honda CBR 900 RR (hoje avaliada em 60 000 reais). Era dono de uma concessionária de motos e fazia estágio no escritório do pai, o advogado tributarista Antonio Nardoni. Apesar de ter se formado em direito em 2006 pelas Faculdades Integradas de Guarulhos, Nardoni ainda está impedido de exercer a advocacia, já que fracassou nas três tentativas de passar no exame da OAB: em abril e em agosto de 2007 e em janeiro deste ano. Em todas as ocasiões, foi reprovado ainda na primeira fase das provas. Nardoni se apresentava como "consultor jurídico" e dizia trabalhar no escritório de Antonio Nardoni, localizado no bairro de Santana, Zona Norte de São Paulo. Mas tanto funcionários do prédio onde fica o escritório quanto um vizinho de porta do advogado afirmaram nunca ter visto Alexandre Nardoni por lá. Amigos dizem que o sustento do rapaz e de sua família ainda provinha do pai. O apartamento na Zona Norte de São Paulo em que Nardoni morava com a mulher e os dois filhos – com três quartos, piscina, sauna, quadra poliesportiva e sala de ginástica, avaliado em 250.000 reais – também foi presente de Antonio Nardoni.

Na época em que Alexandre Nardoni começou a namorar Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella, tinha 21 anos de idade e fama de "filhinho de papai", como dizia, em tom jocoso, a mãe de Ana Carolina, Rosa Maria Cunha de Oliveira, que no princípio não aprovou o namorado da filha. Três anos depois, durante a gravidez de Ana Carolina, Nardoni entrou na faculdade e conheceu Anna Carolina Jatobá, com quem passou a manter um romance paralelo. Em depoimento à polícia, a mãe de Isabella afirmou que a relação com Nardoni terminou em 2003 porque ela "teve a certeza e a convicção" de que o namorado a estava traindo. Com a madrasta de Isabella, Nardoni sempre teve uma relação tumultuada. Amigos e vizinhos relatam episódios de ciúme e agressão entre os dois. Se Nardoni tinha fama de briguento, Anna Carolina é freqüentemente descrita como "esquentada". Algumas vezes, era ela quem começava a bater no marido, segundo afirmaram à polícia vizinhos do prédio em que o casal morou antes de se mudar para o edifício em que Isabella morreu. Anna Carolina, ela própria, não vinha de uma família que se poderia chamar de harmoniosa. O pai, Alexandre Jatobá, responde a nove processos na Justiça (a maioria por não pagamento de dívidas e um por furto de energia). Em duas ocasiões, em 2004 e 2005, a própria Anna Carolina prestou queixa à polícia contra o pai por lesão corporal, injúria e ameaça. Um ex-empregado de uma loja de carros que Jatobá teve em Guarulhos descreve o ex-patrão como "um homem muito nervoso".

Reprodução/Futura Press e Tiago Queiroz/AE

AMOR INCONDICIONAL
Segundo Ana Carolina, mãe de Isabella, a menina tinha um "amor incondicional" pelo pai


Em depoimento à polícia, Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella, disse que a filha nunca reclamou de maus-tratos por parte do pai ou da madrasta. Mas falou de dois episódios que sugerem que o casal, ao menos por duas vezes, maltratou seus dois filhos. Ambos teriam sido relatados a ela por Isabella. O primeiro dá conta de que Anna Carolina, em meio a uma discussão com o marido, motivada por ciúme, "jogou sobre a cama" o filho Cauã, de 11 meses, antes de partir para cima de Nardoni, furiosa. A criança teria começado a chorar e Isabella a acudiu. No outro episódio, Nardoni teria suspendido o filho mais velho, Pietro, de 3 anos, no ar e o soltado no chão, como forma de repreendê-lo por ter beliscado Isabella. Ainda que tenha presenciado esses episódios, Isabella não se sentia mal ao lado do pai e da madrasta. Mesmo pessoas ligadas à família de Ana Carolina Oliveira, mãe da menina, concordam que Isabella gostava do pai e da madrasta e afirmam que ela pedia para ser levada à casa deles. Isabella tinha especial afeição por Pietro, que estudava na mesma escola que ela.

Dois dias antes de Isabella morrer, a pedido dela, Pietro foi pela primeira vez à casa da irmã. Foi a avó materna da menina, Rosa Maria Cunha de Oliveira, quem contou o episódio a uma amiga. "Rosa disse que a Isa havia ficado muito feliz com a visita do irmãozinho", relata a amiga. Inicialmente, contou Rosa a ela, o pai da menina não queria permitir a visita, mas, diante da insistência de Isabella, concordou com o pedido e Pietro passou o dia na casa da irmã. Lá, sob a supervisão de Rosa, as duas crianças comeram pizza e brincaram. Isso aconteceu na quinta-feira. No sábado, Isabella foi morta. Pelo que foi possível reconstituir do crime até agora, a polícia acredita que Pietro assistiu a boa parte dos episódios que resultaram na morte da irmã. A delegada Renata Pontes, assistente no inquérito que investiga o caso, queria ouvir o menino, mas o Ministério Público foi contrário à idéia.

Rivaldo Gomes/Folha Imagem

O SILÊNCIO DOS NARDONI
O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, ao lado da filha Cristiane e uma amiga. Ele disse que entregaria o filho "se ele fosse culpado"

Ao longo do inquérito que investiga o assassinato de Isabella, a delegada Renata acabou ficando próxima de Ana Carolina Oliveira, que lhe telefona todas as noites para saber do andamento das investigações sobre a morte da filha. Nessas ligações, Ana Carolina, que poucas vezes foi vista chorando em público, cai freqüentemente em prantos. Sua mãe, Rosa, contou na semana passada à mesma amiga que chegou a sair de casa um dia desses por não suportar assistir ao sofrimento da filha, que chorava compulsivamente enquanto recolhia objetos de Isabella pela casa. "Ela disse que Ana Carolina apanhava coisa por coisa: até uma presilha da menina que estava caída na garagem", disse a amiga. Rosa contou ainda que se sente aflita pelo fato de Ana Carolina "não se abrir com os pais e os irmãos". "Ela disse que a filha não comenta o que está acontecendo ou o que está sentindo. Fala só de coisas do passado: lembranças de festas de aniversário de Isabella, dos momentos que elas passaram juntas."

Ana Carolina, que é bancária, já voltou a trabalhar. Por iniciativa da sua chefia, ela foi temporariamente afastada dos serviços de atendimento ao público e está incumbida de atividades administrativas. Entre 2004 e 2006, a mãe de Isabella estudou na Universidade Nove de Julho, onde se graduou no curso de formação específica em administração de recursos humanos. Durante o curso, além de trabalhar em empresas da área, ela vendia roupas e bijuterias para reforçar o orçamento. No início da manhã de sexta-feira, data em que Isabella completaria 6 anos de idade, Ana Carolina visitou o túmulo da filha pela primeira vez.

A polícia tenciona pedir a prisão preventiva de Nardoni e Anna Carolina. Se condenados ao final do processo, a morte de Isabella não será a única e aterradora culpa que carregarão. Eles são pais de duas crianças, cuja vida estará para sempre marcada pelas cenas a que elas – muito provavelmente – assistiram aterrorizadas.

O crime passo a passo

Ilustrações Davi Calil

FATO: Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acompanhados dos dois filhos e de Isabella, participaram de uma festa no prédio onde moram os pais de Anna Carolina, em Guarulhos. A comemoração se deu por volta das 21 horas no salão de festas. Em dado momento, Nardoni se enfureceu com o que seria uma má-criação de Isabella. Gritou com ela e lhe deu um safanão. A menina caiu no chão. Ainda nervoso, ele disse à filha chorosa: "Você vai ver quando chegar em casa"

EVIDÊNCIA: câmeras do prédio dos pais de Anna Carolina registraram imagens de Isabella brincando na festa. A agressão de Nardoni foi presenciada por convidados que prestaram depoimento à polícia

FATO: já no carro, de volta para casa, Nardoni e Anna Carolina começaram a espancar Isabella. A madrasta asfixiou-a a ponto de a menina desmaiar. Quando chegaram ao prédio, Isabella sangrava. O casal embrulhou a menina em uma fralda de pano para evitar que o sangue pingasse no trajeto até o apartamento

EVIDÊNCIA: a convicção de que Isabella já subiu ferida se deve ao fato de a perícia ter detectado marcas de sangue no carro de Nardoni. O DNA do sangue é o mesmo de Isabella. Também foram encontrados no carro fios de cabelo da menina com bulbos. Isso significa que ela teve os cabelos puxados com força. O tamanho das marcas no pescoço de Isabella é compatível com o das mãos de Anna Carolina. A polícia encontrou a fralda que foi usada para envolver a menina lavada e pendurada no varal do apartamento – mas ainda foi possível encontrar vestígios de sangue.

FATO: o casal entrou em casa com Isabella no colo de Nardoni. O sangue começou a pingar já no hall do apartamento

EVIDÊNCIA: a perícia detectou marcas de sangue de Isabella em vários lugares: no hall, na entrada do apartamento, no corredor, no quarto da menina e no quarto dos irmãos. Também havia sinais de sangue na sola do sapato de Anna Carolina

FATO: Anna Carolina e Nardoni iniciaram uma feroz discussão. Decidiram, então, simular um crime cometido por um suposto invasor. A polícia não encontrou indício nenhum da presença de um terceiro adulto no apartamento

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram à polícia ter escutado gritos e palavrões proferidos por Anna Carolina

FATO: com uma faca e uma tesoura, Nardoni cortou a tela de proteção do quarto dos meninos. Antes disso, limpou com uma toalha, que depois foi lavada, o sangue que escorria de um corte na testa de Isabella

EVIDÊNCIA: a perícia encontrou resíduos de tela na roupa que Nardoni usava naquela noite e vestígios do sangue de Isabella na toalha lavada e pendurada no varal

FATO: Nardoni jogou a filha pela janela

EVIDÊNCIA: a perícia concluiu que é do seu chinelo a pegada encontrada no lençol da cama próxima à janela. Ele apoiou um dos pés na cama para lançar a filha. O buraco está a 1,60 metro de altura do chão, altura aproximada de Anna Carolina. A perícia concluiu que só alguém mais alto do que ela, como Nardoni, teria força suficiente para erguer Isabella, que pesava 25 quilos e media 1,13 metro de altura, até o buraco na tela

FATO: assim que Isabella caiu, Anna Carolina telefonou para o pai. Em seguida, Nardoni ligou para o seu e só então desceu para ver a filha caída

EVIDÊNCIA: os registros das ligações feitas pelo casal mostraram que não houve tentativa de pedir socorro médico. O resgate foi solicitado por vizinhos
FATO: Anna Carolina desceu em seguida, com seus dois filhos, e começou a gritar que o prédio não tinha segurança. Dirigiu palavrões a todos à sua volta e chamou o marido de "incompetente"

EVIDÊNCIA: vizinhos relataram a cena em depoimento à polícia
FATO: os bombeiros chegaram e tentaram reanimar Isabella. A menina foi declarada morta a caminho do hospital

Com reportagem de Naiara Magalhães, Adriana Dias Lopes, Kalleo Coura e Renata Moraes

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sábado, 19 de abril de 2008

Isabella, espancada, esganada e jogada viva do 6o. andar

Espacial ISTO É
Seriam eles os montros?
A polícia responsabiliza o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, pela morte de Isabella. A defesa aponta fragilidade na investigação
Por ALAN RODRIGUES

PERÍCIA Laudos técnicos descartam a presença de outra pessoa no apartamento, além do casal, na noite do crime

Fazia frio na manhã da sexta-feira 18 e os relógios marcavam 11h02 na capital paulista quando Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá chegaram ao prédio da 9ª Delegacia de Polícia Civil, na zona norte da cidade. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão aguardava o casal que iria, pela segunda vez, prestar depoimento so- Por ALAN RODRIGUES bre a morte de Isabella Nardoni, no dia 29 de março. Em 20 dias de investigações, a polícia ouviu 59 testemunhos e compilou 723 páginas, em um processo de quase quatro volumes. Até a manhã da sexta-feira, dia em que Isabella completaria seis anos, as opiniões do público ainda se dividiam quanto à autoria do crime. Para a polícia, porém, o mistério já está desvendado.

NA DELEGACIA
Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá
prestaram novos depoimentos à polícia, na sexta-feira 18

A conclusão dos delegados Calixto Calil Filho e Renata Pontes, responsáveis pelo caso, é que o pai e a madrasta de Isabella mataram a menina. A hipótese mais sólida é que Anna Carolina Jatobá a agrediu e Alexandre a jogou do apartamento. Em um relatório entregue à cúpula da polícia paulista na quarta-feira 16, eles apontaram os dois como autores do homicídio baseados na própria apuração, em laudos do Instituto de Criminalística (IC) e relatórios do Instituto Médico Legal (IML). O casal foi indiciado como autor do crime. “A menina foi jogada pela janela para mascarar o que de fato aconteceu naquela noite na casa”, escreveu Renata Pontes. A conclusão da polícia é que Isabella foi espancada e esganada por quase três minutos. Ferida no apartamento, ela teria sido carregada no colo por um adulto, como indicam as marcas de sangue no chão, e depois atirada, já desfalecida, mas ainda viva, do sexto andar. Segundo os técnicos, ela morreu de politraumatismo (lesões múltiplas) depois da queda de quase 20 metros, percorrida em dois segundos, a uma velocidade de 72 km/h. O relatório do IC diz que o impacto foi amortizado por uma palmeira de 60 centímetros, a grama de 10 centímetros e a terra fofa.

Alguns dados que embasam as conclusões da polícia:

Não há sinais de arrombamento no apartamento e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá disseram, no primeiro depoimento, que só eles tinham as chaves do imóvel.

Os laudos técnicos indicam que ninguém esteve no apartamento, além do casal.

Os peritos não acharam vestígios de que alguém tenha pulado o muro do prédio.

Uma fralda e uma toalha teriam sido usadas para limpar o sangue do rosto da menina, que tinha um ferimento de 2 cm na cabeça. As peças foram posteriormente lavadas.
Os depoimentos à polícia divulgados na semana passada revelam a tensa relação entre o pai, a madrasta e a mãe de Isabella. Anna Carolina Jatobá admite que sentia muito ciúme da primeira mulher de Alexandre. Segundo Ana Carolina Oliveira, Alexandre se recusava a falar com ela, por isso os assuntos referentes à filha eram tratados com o avô paterno. A mãe de Isabella relata um episódio em que, tomada por ciúme, Anna Carolina Jatobá teria jogado o próprio filho bebê sobre a cama e que Isabella teria pegado o irmão no colo, pois ele chorava. Ana Carolina Oliveira diz ainda que recebeu um “abraço inexpressivo” de Anna Carolina Jatobá no velório, acompanhado da seguinte frase: “Você nem ligou para a menina no sábado (dia do crime).” Ao fim do depoimento, ela disse que acreditava no envolvimento do pai e da madrasta na morte da filha.

Se para a polícia o crime está solucionado, para a defesa a novela está longe do fim. Alexandre sustenta a versão de que chegou ao prédio com a mulher e os três filhos (além de Isabella, um menino de três anos e outro de um), que dormiam. Subiu ao apartamento, inicialmente com a filha, deixou- a dormindo no quarto e retornou à garagem para buscar Anna Carolina e os garotos. Quando voltou, deu por falta da filha, deparou-se com a tela de proteção rasgada e viu Isabella estendida no chão do prédio.

A defesa aposta que as provas colhidas pelos investigadores podem ser contestadas. A perícia técnica passou 17 dias colhendo informações em oito idas ao local do crime. O mais grave, segundo especialistas ouvidos por ISTOÉ, é que a polícia não isolou na hora o local do homicídio e, pior, deixou as chaves do apartamento com o pai e a madrasta de Isabella por quatro dias depois do crime, fator que pode ter contribuído para contaminar a cena da morte. Na tese dos advogados do casal, várias lacunas foram deixadas abertas no inquérito e esses vácuos podem jogar a solução do crime num limbo jurídico. Por exemplo:

Ao acusarem o casal desde o início das investigações, os delegados do caso praticamente abriram mão de investigar a possibilidade de uma terceira pessoa na cena do crime. Esse é considerado por especialistas como o erro crasso deste processo.

A polícia descartou a presença de um invasor no edifício baseada no depoimento do porteiro, que iniciou seu turno às 18h. Logo após a queda de Isabella, porém, vizinhos do prédio disseram em seus interrogatórios que os portões do edifício estavam abertos e que todos podiam entrar e sair livremente.

Vestígios de náilon da tela de proteção foram encontrados na roupa de Alexandre. Mas, em depoimento, ele afirmou ter avançado sobre o parapeito da janela quando avistou o corpo da menina no térreo do prédio, o que explicaria os fiapos na roupa dele.

A pegada do chinelo dele na cama ao lado da gota de sangue pode ser explicada, segundo a defesa, porque o pai, para chegar à janela, subiu na cama.

A perícia detectou sangue na roupa que Alexandre e Anna Carolina usavam na noite do crime. Mas, como ele se aproximou da menina já caída na grama e depois abraçou a mulher, o sangue pode ser fruto desses dois contatos.
Há ainda algumas contradições entre os vários depoimentos colhidos pela polícia. Alexandre e Anna Carolina divergem em cerca de 15 minutos quanto ao horário em que chegaram ao prédio. O casal diz que, depois de constatar que Isabella havia sido jogada, desceu junto para o térreo. O porteiro afirma que eles não vieram no mesmo elevador e que Alexandre chegou primeiro. Uma advogada, moradora do quarto andar do prédio vizinho, disse à polícia que ouviu o casal brigar antes de a menina ser jogada pela janela e que a voz seria de Anna Carolina. Eles negam a briga. A moradora do andar de cima do apartamento do casal relatou que nada escutou. São detalhes que podem retardar a elucidação dos fatos.

Este crime odioso contra uma criança indefesa gerou uma repercussão raramente vista. As emissoras de tevê têm dado grande destaque às investigações – a audiência dos telejornais aumentou 46% com o caso Isabella. A polícia fechou o cerco contra o casal, mas, embora a cobrança por punição do(s) culpado(s) seja forte, não pode haver precipitação na interpretação dos fatos sob pena de ninguém nunca ser responsabilizado pelo homicídio. Citando o escritor americano Arthur Conan Doyle, autor de contos policiais, não existe crime perfeito, há investigações malfeitas. É exatamente nesse ponto que a acusação e a defesa do casal vão se digladiar a partir de agora.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Miss Brasil 2008 é adepta das cirurgias plásticas

Natália Anderle teria modificado várias partes do corpo antes do concurso
De acordo com a coluna "Zapping", do jornal "Agora São Paulo", a Miss Brasil 2008, Natália Anderle, já se submeteu a diversas cirurgias plásticas. A gaúcha, de 22 anos, tem silicone nos seios, no bumbum, retirou duas costelas para afinar a cintura, fez duas plásticas no nariz, lipoaspiração e usa dentes de porcelana. Natália confirma apenas parte das plásticas, como nos seios e no nariz. As outras, ela não comenta.

A miss Brasil Natália Anderle, 22, tem voz de menina e usa muitas palavras no diminutivo. A gaúcha de 1,75 m de altura e 53 kg falou à Folha Online sobre o que espera após a vitória no concurso de beleza, neste domingo (13).

Anderle, que disputou a vaga com outras 26 mulheres, admite ter dado uma recauchutada antes do concurso: ela colocou 250 ml [de silicone] em cada seio e fez correção no nariz. Fora isso, segundo ela, a leitura do livro "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, foi muito importante para melhorar seu desempenho.

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Miss Brasil Natália Anderle, 22, diz que já foi chamada de "taquarinha seca" na escola

Leia a seguir íntegra da entrevista concedida à Folha Online, por telefone.

Folha Online - Você já se sentiu "patinho feio"?
Natália Anderle - Toda menina que vira modelo já passou por isso. Eu era magrinha, nossa, bem magrinha! Eu era bonitinha, né, só que eu tinha as perninhas finas. Então no colégio me chamavam de "Olívia Palito", "taquarinha seca", mas são coisas de criança. Sempre tem a taquarinha seca e a baleia assassina. Eu era a taquarinha seca. Bem melhor do que ser baleia assassina, né?
Folha Online - A Natália Guimarães [miss Brasil 2007] já te deu alguma dica?
Natália Anderle - Antes do concurso eu conversei um pouco com ela. Ela disse para mim e para as outras candidatas que a gente acreditasse muito e rezasse muito, e que a gente tem sempre que acreditar no nosso sonho. Ainda não falamos sobre o Miss Universo, mas assim que tivermos um tempinho, vamos conversar sobre isso também. Eu dou muito valor a isso, porque ela já passou por essa experiência, eu não posso chegar lá sem informação nenhuma. E ela com certeza vai me ajudar.

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Natália Anderle diz que leu "O Pequeno Príncipe" para se preparar para o Miss Brasil

Folha Online - Você é uma cosmetóloga?

Anderle - Verdade. Trabalho na área de beleza, de estética. A gente trabalha com cosméticos e com tratamentos de beleza. Mas já faz mais de meio ano que eu parei. O concurso de miss no meu Estado foi em outubro, e [desde] então só me dediquei à preparação para o Miss Brasil.

Folha Online - Foi publicado que dentre as misses deste ano, você é a que mais fez intervenções cirúrgicas. Quantas plásticas você já fez?

Anderle - Eu fiz duas, a prótese nos seios, coloquei 250 ml [de silicone] em cada, e uma correção no nariz. Só.

Folha Online - Como você vai se preparar para o Miss Universo?

Anderle - Vou fazer só um aperfeiçoamento. Vou continuar com aulas de dicção, de oratória, aula de passarela, e estudar bastante, para chegar bem atualizada sobre os acontecimentos mundiais. Na alimentação, vou ter só um cuidado normal, como toda pessoa tem que ter. Tenho tendência a emagrecer. Não é uma preocupação com o peso, é com a saúde.

Gaúcha Natália Anderle (à esq.) recebeu a coroa da miss Brasil 2007, Natália Guimarães


Gaúcha Natália Anderle (à esq.) recebeu a coroa da miss Brasil 2007, Natália Guimarães

Folha Online - Qual é o seu livro preferido?

Anderle - Eu já li "O Pequeno Príncipe", livro de cabeceira das misses. É um livro que traz uma lição. E outro que eu também gosto muito é o livro "O Segredo", que trabalha muito o poder da mente e o "querer é poder". É um livro que motiva a gente a conquistar nossos objetivos.

Folha Online - Você leu "O Pequeno Príncipe" quando era criança?

Anderle - Não. Foi depois de vencer o Miss Rio Grande do Sul. Eu li para que pudesse desempenhar bem o meu papel e dar o melhor de mim.

Folha Online - E filme preferido?

Anderle - Eu gosto muito de "Tropa de Elite", que é um filme brasileiro que teve uma certa repercussão no exterior e que valoriza o nosso cinema. É disso o que o país precisa; esse filme está de parabéns.

Folha Online - Você diz que não tem namorado, mas que tem alguém no Rio Grande do Sul. Agora que você é miss Brasil, você vai ter tempo para essa pessoa?

Anderle - Eu não vi isso ainda, por causa do que aconteceu no Miss Brasil. É muito delicado.